quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Talheres e suas funções sociais


Já estou farto da analogia do Einstein.
As redes sociais me saturaram com incontáveis releituras daquela sua frase icônica sobre a genialidade dos peixes escaladores.
Sabe, aquela “Se você julgar um peixe pela sua capacidade de subir em árvores, ele vai passar sua vida inteira achando que é estúpido”?
Então. Creio que chegamos num ponto social em que precisamos de uma analogia mais moderna.
Andei pensando em algo relativo a talheres.
Sabe, as pessoa são tipo talheres, cada um tem uma função no grande banquete da vida (eu gostei de onde isso está indo).
Mesmo as melhores colheres não passam de garfos medíocres(Ouvi isso num show de Stand up).
E isso vale pra tudo: não dá pra tomar sopa com uma faca, nem cortar um bife mal passado com um garfo.
E é como como aquela tia do Titanic disse pro Jack antes de morrer: você começa indo de fora pra dentro, dos menorzinhos até os maiores(eu não tenho bem certeza o que isso significa na analogia).
Num mundo globalizado e que requer cada vez mais multi-tasking, precisamos de mais gente multitarefas. Precisamos de mais garfolheres.
Não ouso prosseguir.
Talvez tudo fique até melhor, mais fácil e mais eficiente, mas minha analogia definitivamente tem de se encerrar por aqui.
Isso porque nem cheguei a citar os frágeis e inconvenientes canivetes culinários!
A questão que fica é: um mundo com mais garfolheres é um mundo onde vale a pena se viver?


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