sexta-feira, 24 de março de 2023

Shazam! Fúria dos Deuses - Resenha Impressionista

 Shazam! Fúria dos Deuses é a sequência onomatopeica do filme de 2019. 


David F. Sandberg retorna na direção, e seu toque pessoal de humor e inteligência é perceptível ao longo do roteiro, que respeita o espectador e se esforça para oferecer um espetáculo ao público do gênero.

O maior problema segue sendo a química  Billy / Capitão Marvel, que intepretam personalidades absolutamente distintas. Parece um caso de O Máskara /Stanley Ipkiss, o que é bizarro, já que nenhum dos demais irmãos superpoderosos parecem sofrer desse problema de dissociação de personalidade quando se transformam.  

A (polêmica) solução encontrada pra dinâmica foi estrangular o Billy em prol da personalidade super heroica - o que é meio perturbador após ler Miracle Man.

Enfim.


Esse filme tem de tudo:

  •  Romance jovem
  • Atropelamentos 
  • Sonhos molhados
  •  Homo- erotização infantil
  •  Travestis milenares
  •  Gatinhos
  •  Ressaca menor de idade 
  • O casal Shazavilha 
  •  Espancamento de criança aleijada até entortar a muleta 
  •  Livros voadores 
  •  "Você está insinuando que eu não tenho a sabedoria de Solomão? "
  •  Suicídio(!)
  •  Amarração sadomasoquista 
  •  6 pessoas num banheiro químico ao mesmo tempo
  •  Monstros assassinos
  •  Furgão de batalha 

Eu já vi um homem sair na porrada com um crocodilo no filme do Sam Raimi,

Já vi o Chris Pratt socar um dinossauro numa moto,

e, mais recentemente, já vi o Adam Driver matar um dino  com as próprias mãos

Nenhum desses momentos é superior ao Capitão Marvel enfrentando o Dragão no ato final. Zachary Levi continua sendo o elo mais fraco da obra. Contudo,  na hora que o finalmente cala a boca por 5 minutos e os efeitos visuais belíssimos inundam a tela e a trilha estourando pontua o combate... arrepia. Sensacional.



É por isso, para esses momentos que ainda tem filme de super herói.

Nota: 3,9/5



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