terça-feira, 28 de maio de 2019

E se o Superman sofresse bullying na escola?


E se Clark Kent, ao invés de ser heróico e caridoso, fosse amargurado e egoísta?
Brandon Breyers é o garoto default que se vê como predestinado ao sucesso. Ele acredita ser superior aos demais – e é justamente esse o dilema do garoto. O problema não reside naquilo que Brandon é, mas sim naquilo que ele acredita ser.

Frustrado, negado e amargurado (desculpem a cacofonia, não quis procurar sinônimos pra esses “ado” em sequência), Brandon não possui, dentro de toda sua extraordinária inteligência, ferramentas necessárias para lidar com questões sociais. Atormentado, ele sofre.
Cercado de figuras autoritárias que só se dispõem a ouví-lo após descobrir que o menino é uma ameaça, Brandon jamais consegue aquilo que quer das pessoas.
Não consegue ser amado. Não consegue ser respeitado. Não consegue entender ou ser entendido. Um verdadeiro alienígena.

Eu só queria ser bom! Me ajuda a ser bom!” - quando finalmente Brandon se vê, percebe que não é um gênio do mau, apenas um garoto levado que não pode ser punido, e nem quer – embora mereça e saiba disso. Sua mãe, entretanto, é incapaz de aceitar o monstro que ele se tornou. O monstro que ela criou debaixo do próprio teto. Ela, que no começo do filme jurou amor eterno e incondicional, tenta agora literalmente apunhalar o próprio filho pelas costas, se valendo de sua única fraqueza.
Tudo muito tarde.
BrightBurn é assustador, não porque é sobrenatural, mas sim porque é real demais. A diferença é que, nessa história, ao invés de usar o rifle semi-automático que ganhou de aniversário do tio, Brandon usa seus ossos de aço, pele invulnerável e força descomunal para voar a mais de 500 Km/H e descarregar sua fúria em sobre aqueles que ele julga serem responsáveis por seu sofrimento – no caso todos, menos ele próprio.
Nota: 3,0/5


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