Pelé. Rivelino. Falcão. Maradona.
Zico. Zidane. Ronaldinho. Messi.
De tempos em tempos, os gramados concebem um
gênio com inacreditável controle de bola, controle mental do espaço-tempo digno
de um supercomputador e coordenação motora superior a um mestre marcial de
último Dan.
Este artigo não é sobre eles...
Um jogo de futebol é disputado
por 22 jogadores. 11 de cada lado. E ONZE é muito de qualquer coisa. É mais do
que podemos contar nos dedos das mãos (a maioria de nós, pelo menos. Talvez
você seja de Chernobyl, sei lá).
É neste excesso que o futebol torna-se um
esporte inclusivo. Basta colocar um punhado de craques num time que, de
repente, sobra espaço para escalar um jogador ruim. Se for um time suficientemente
bem entrosado, você NEM PERCEBE que tem um pereba ali no meio. Isso faz parte
da magia do jogo.
Mas é possível ir além.
Em raras ocasiões, o caneludo
alça voos mais altos. Ele se destaca.
Talvez ele seja um
defensor, cuja gana pela vitória tenha feito com que defenda a própria meta com
o mesmo vigor com o qual um samurai defende a honra de seus ancestrais.
Quem sabe ele seja um
meio-campista que apropriou-se da missão de proteger a bola como se fosse seu primogênito.
Ou ainda pode ser um
atacante que tomou inalações o suficiente para desentupir as narinas e
recuperar o faro de gol, e desvendou não apenas o caminho das redes, como
também um meio de trilhá-lo mesmo com os pés tortos e duas pernas esquerdas.
Fato é, chegou a hora de
coroar O MELHOR JOGADOR RUIM DO ANO:
Andrew Robertson
Este
escocês caneludo não sabe driblar, mas se sai bem ao dividir com os adversários, e a bola sempre acaba sobrando em seus
pés.
É afobado na marcação e afoito nos cruzamentos, mas ainda assim domina a
faixa esquerda do campo.
Chuta forte e sem direção mas, mesmo assim, a bola as
vezes acaba encontrado as redes.
Fundamental para que seu time conquistasse a Champions Liga desse ano.
Jogando pelo seu país, Robertson jamais conseguirá ser protagonista ou artilheiro. Não vai garantir uma
classificação pra Copa do Mundo. Mas, num time recheado de craques, como esse Liverpool de 2019, sua
ruindade torna-se virtude. Decisivo e fundamental.
PARABÉSN, ROBERTSON!


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